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gOS - uma “distribuição” diferente

17.01.2008 - 14h01

O gOS é uma distribuição que causou um grande furor ao ser lançada. Rumores de ser uma distribuição do Google (por causa do g) rolaram pra lá e prá cá. Em seu lançamento foi pré-instalada em computadores de baixo custo da Everex (green PC) vendidos pelo Wal-mart. Mas depois de esclarecidos os fatos (não é uma distribuição do Google) passaram a chamá-la de green OS, por causa do verde, porém o site da distribuição não faz referência a isso (pelo menos eu não encontrei).

Na realidade o nome é good OS.

Mas o que o gOS tem de bom?

Bom, em primeiro lugar ele é baseado no Ubuntu (em sua última versão 7.10), o que é muito bom, pois trata-se de um sistema muito estável e maduro. Em segundo, ele não usa como gerenciador gráfico o Gnome ou KDE, muito menos XFCE.

O gOS utiliza o Enlightenment (E17), claro com um tema próprio e muito bem feito. E se ele não tivesse uma conjunto de softwares selecionados que já vem instalados no sistema, provavelmente nem poderíamos chamar de distribuição.

E quais as vantagens do Enlightenment?

Apesar do E17 ainda ser uma versão em desenvolvimento, ela é uma versão bem madura e estável.

É um gerenciador muito leve, capaz de rodar aplicações aplicações construídas tanto para o GNOME quanto para o KDE.

Como o próprio site diz, o Enlightenment não está aí para competir como o Gnome ou KDE, é apenas um novo caminho para visualizar e gerenciar o desktop.

Apesar disso o E17 tem ótimos efeitos gráficos, altamente configurável e personalizável.

A grande sacada…

Unindo a estabilidade do Ubuntu, a capacidade de personalização do E17 e um conjunto de aplicativos muito bem selecionados, os desenvolvedores do gOS conseguiram criar uma distribuição muito boa. Além de encher os olhos de novos usuários Linux por causa da beleza dos recursos gráficos (coisa que o Gnome não consegue), não exige muitos recursos de hardware (como faz o KDE).

Além disso, optaram por tornar o gOS um sistema altamente integrado com a Internet. O sistema vem com dois conjuntos de aplicativos:

Desktop Softwares

Nesse conjunto estão os aplicativos que estamos acostumados a encontrar em uma distribuição:

  • Firefox;
  • OpenOffice;
  • Pidgin;
  • Skype;
  • Gimp;
  • Players de música e filmes;
  • E muito mais;

Web Softwares

Esse é um grande ponto de vantagem do gOS, comparado as outras distribuições. Ele disponibiliza fácil acesso aos aplicativos Web 2.0 encontrados por aí. Claro, a maioria deles são do Google (talvez isso tenha ajudado na confusão "Google OS"), porém outros aplicativos também estão disponíveis para o usuário.

Eis a lista:

  • Google Mail;
  • Google News;
  • Google Reader;
  • Google Maps;
  • Google Docs;
  • Google Calendar;
  • Youtube;
  • Blogger;
  • Facebook;
  • Meebo;
  • Wikipedia;
  • Box.net;
  • E outros;

Vale a pena conferir essa distribuição. Que quiser conhecer mais pode visitar o site e baixar a imagem do LiveCD para testar antes de fazer a instalação.

por quê eu uso Ubuntu Linux?

04.01.2008 - 17h01

Muitas pessoas me perguntam: - Por quê você usa Linux? E por quê Ubuntu?

A resposta talvez não seja muito simples, porém é baseada tanto no meu perfil de usuário, quanto na minha experiência na área de tecnologia.

Como usuário comum de computador, utilizo e-mail, comunicadores instantâneos, browsers, editores de texto, música, filmes, etc. Não sou um "gamer", que precisa de placas aceleradoras de vídeo, etc. Nesse caso ainda seria obrigado a utilizar o Windows, que é o fatia de mercado explorado pelas empresas de games.

Para os usuários comuns, o parágrafo seguinte pode ser complicado de entender…

Trabalho na área de TI (Tecnologia da Informação ou ‘Treconologia da Confusão’ para os íntimos) já faz alguns anos, e meu foco é a área de desenvolvimento de sistemas para Internet (Intranets, Extranets, E-business, etc.). Além disso optei por trabalhar com tecnologias que me fornecessem disponibilidade, facilidade de configuração, rapidez e flexibilidade no desenvolvimento, acesso fácil a documentação (online) e comunidade. Portanto trabalho com linguagens de programação como Ruby e PHP, frameworks de desenvolvimento como Codeigniter e Rails, bancos de dados MySQL e PostgreSQL. Não que eu não trabalhe com Java, Oracle, ASP, dentre outras. Apenas tenho preferência e coloco meu foco naquelas que me interessam mais.

Agora que meu perfil foi traçado, vejamos em alguns tópicos a resposta para a pergunta.

Linux é open-source, livre e de graça

Primeiro ponto positivo. Linux é gratuito. Eu não preciso pagar R$ 500,00 para ter um sistema operacional no meu computador. Nem pagar R$ 200,00 embutidos no preço de um notebook ou computador de marca que venha com um sistema operacional pré-instalado.

Além disso é open-source (código aberto) e livre. Você pode customizar seu Linux, criar uma distribuição sua (caso você seja um bam bam bam é claro).

Softwares para Linux também são gratuitos

Quase todos programas que você precisará ou poderá utilizar no Linux são gratuitos também, ou seja, você não precisará pagar R$ 800,00 para ter uma suíte de escritório (processador de textos, planilha e apresentação) no seu computador. Você tem o OpenOffice por exemplo.

- Ah, mas não tem todos os recursos do MS Office.

Sim meu amigo, não tem realmente. A maioria dos softwares para Linux são mantidos por comunidades ou organizações, e não cobram por isso. Geralmente os softwares são um pouco (eu disse pouco) diferentes e com menos funcionalidades que as versões pagas de softwares para Windows.

Mas eu faço um desafio. Me apresente duas pessoas que utilizam mais de trinta por cento das funcionalidades do Word. E eu envio para você inteiramente de graça um adesivo "Eu Amo a Microsoft".

Liberdade de escolha

Com Linux eu posso optar por quais programas usar. Eu tenho liberdade.

Eu escolho a distribução Linux de minha preferência (Ubuntu, Slackware, Fedora, etc.). Escolho o gerenciador de área de trabalho preferido (Gnome, KDE, etc.). Escolho meu browser favorito (Firefox, Mozilla, etc.). Meu leitor de e-mails favorito (ThunderBird, Evolution, etc.). E por aí vai.

As pessoas lutam por seus direitos de liberdade e escolha como nação, fazem guerras por isso e muito menos. Mas quando se trata de computador continuam presos e amarrados.

Legalidade

O fato de você estar utilizando software de livre distribuição não faz de você um criminoso.

Se você usa uma cópia pirata do Windows ou do Office por exemplo, você é um criminoso. Isso mesmo, um criminoso.

- Mas eu sou só um estudante.

Capitão Nascimento esfregando a cara do estudante em uma pilha de CD’s piratas.

- É você que financia essa m….!

Aspectos Técnicos (Usuários comuns, podem pular essa também)

Como analista de sistemas e desenvolvedor de sistemas para Internet (que funcionam através de um browser), e optante por utilizar linguagens, gerenciadores de bancos de dados, servidores web, ferramentas CASE e de desenvolvimento livres, o Linux é a melhor opção.

É mais fácil configurar um servidor LAMP (Linux, Apache, MySQL e PHP) do que um servidor WAMP (Windows, Apache, MySQL e PHP). Além de poder utilizar ferramentas como Eclipse, BlueFish Editor, Gimp, etc.

Já se você optou por desenvolver sistemas em .net, ASP, SQLServer você realmente precisará utilizar o Windows.

- Tá bom, Tá bom. Você falou tudo isso com relação a Linux, mas e o Ubuntu?

Bom, com relação ao Ubuntu a questão é bem simples.

Sou um usuário misto de computador, utilizo aplicações padrão e ferramentas para desenvolvimento de sistemas.

Não sou um radical Linux, que o defende com unhas e dentes.

O Windows é um ótimo sistema operacional, que tem programas e ferramentas muito bem implementadas, é fácil de instalar e configurar, e é claro você paga por isso. A Microsoft não seria essa empresa de sucesso se fornecesse programas medíocres.

Usei o Windows por muito tempo, mesmo quando cursava a faculdade de Ciências da Computação, quando muitos dos meus colegas já se divertiam com Linux.

Mas não havia facilidades para utilização do Linux. Instalar era difícil, configurar o hardware e aplicações era difícil. Quase tudo você tinha que compilar para poder utilizar em seu computador.

O Ubuntu (de acordo com meu pobre conhecimento em Linux), foi uma das primeiras distribuições que em primeiro lugar, focou o desenvolvimento para tornar sua utilização o mais fácil possível para usuários comuns. E isso foi um grande avanço.

Com Ubuntu eu tenho:

Facilidade de instalação

Através do LiveCD do Ubuntu, você consegue instalar facilmente o Ubuntu em qualquer computador, mesmo que você tenha o windows instalado. E antes mesmo de instalar, o LiveCD permite que você utilize o Ubuntu sem que ele seja realmente instalado em seu computador.

Reconhecimento de hardware e periféricos

Salvo algumas exceções, o Ubuntu, ao ser instalado, reconhece todo o hardware da sua máquina, instala os drivers corretamente e deixa tudo funcionando pra você. Fácil, sem necessidade de CD’s de drivers de placas de som, vídeo, etc. Nesse ponto ele é muitas vezes bem mais prático que o Windows.

Facilidade de instalação de softwares

Os programas mais comuns que você utiliza (browser, comunicador instantâneo, cliente de e-mail, editor de texto, tocador de filmes e música, etc.) já vem instalados por padrão. É só utilizar.

Também é fácil instalar algum programa a mais que você precise. Não é necessário nem pesquisar na Internet, muito menos acessar sites de downloads de programas. Você pode usar o gerenciador de pacotes do Ubuntu, e ali mesmo pesquisa o programa que você precisa pela descrição. Então é só assinalar o programa para instalação, clicar em OK e pronto. O Ubuntu baixa o programa, e já instala automaticamente no seu computador.

Não vou entrar aqui em questões mais técnicas. Mas acredito que consegui responder a questão inicial.

Utilizo o Ubuntu desde a versão 5.10, e realmente ele não me deixa na mão.

Quem quiser conhecer um pouco mais, baixar uma imagem ISO para gravar um CD e instalar pra testar o link é www.ubuntu.com.